Com frequência, uma força de trabalho mais velha é vista como um problema — um sinal de energia em declínio ou de conhecimento obsoleto. Mas a realidade é bem diferente. Colaboradores mais velhos podem ser alguns dos mais engajados e conectados em sua organização, e é exatamente isso que as empresas precisam no momento.
Pesquisas da Thomas demonstram que, enquanto os colaboradores mais jovens tendem a lidar mais com a falta de motivação, bem-estar e desengajamento, os colegas mais velhos relatam níveis mais fortes de conexão, pertencimento e confiança. Isso os torna um dos motores mais poderosos de engajamento e performance na força de trabalho atual. Ignorá-los pode significar que você está perdendo o valor real que eles trazem.
O que a pesquisa mostra
Em 2024, o engajamento global caiu de 23% para 21%. Esta é a segunda queda em mais de uma década — e desta vez, não há pandemia para culpar pelo declínio (Gallup, 2025).
Na Thomas, buscamos entender o porquê. Isso nos levou a desenvolver o Medidor de Conexão – uma avaliação curta que examina as seis dimensões essenciais que sustentam a conexão no ambiente de trabalho: apreço, pertencimento, coesão, contribuição, confiança e bem-estar.
Quando exploramos se a conexão variava com a idade, os resultados foram claros. Em uma amostra de 194 colaboradores com idades entre 21 e 84 anos (com média de 48 anos), os colaboradores mais velhos consistentemente relataram maior conexão. Isso foi mais evidente nos fatores de confiança, pertencimento e bem-estar.
Outros estudos corroboram isso. Colaboradores acima de 50 anos frequentemente relatam maior engajamento e dedicação (Douglas & Roberts, 2020). E pesquisas sugerem que a experiência, as estratégias de enfrentamento e a sabedoria acumulada os ajudam a gerenciar as pressões do trabalho de forma mais eficaz (Kim & Kang, 2016). Longe de desacelerar, os colaboradores mais velhos podem, na verdade, estar entre as pessoas mais motivadas e resilientes da sua equipe.
Por que a conexão cresce com a idade
A conexão é construída ao longo do tempo, e os colaboradores mais velhos tendem a permanecer em um emprego por mais tempo. No Reino Unido, o CIPD descobriu que entre aqueles com 50 anos ou mais, mais de 50% estão com o mesmo empregador há mais de 10 anos, enquanto um quarto está há mais de 20 anos. Os colaboradores mais jovens, muitas vezes, simplesmente não tiveram tempo — ou inclinação — para acumular essa duração de permanência. Para os trabalhadores mais velhos, faz menos sentido mudar de emprego. Por um lado, os benefícios financeiros se acumulam ao longo do tempo e podem dificultar a busca por um pacote similar. Por outro lado, a infeliz realidade do etarismo pode tornar a busca por novas vagas mais difícil. Mas os empregadores saem ganhando nessa situação. Através de anos de colaboração, aprendizado e adaptação, os colaboradores mais velhos frequentemente:
- Desenvolvem confiança mais profunda nos colegas e líderes.
- Valorizam o pertencimento e a cultura como elementos centrais para um bom trabalho.
- Constroem resiliência e abordagens mais saudáveis para o bem-estar.
Essas qualidades não os beneficiam apenas individualmente — elas fortalecem as equipes e as organizações como um todo.
Como o RH pode aproveitar essa conexão
Então, como líderes de RH e gestores podem tirar o máximo proveito dos colaboradores mais velhos do ponto de vista da conexão?
1. Mentoria Reversa
Dê aos colaboradores mais jovens uma vantagem, incentivando os colegas mais velhos a compartilhar sua experiência, resiliência e redes de contato.
2. Transferência de Conhecimento
Proteja a cultura e as habilidades, unindo a expertise técnica com a modelagem de confiança e trabalho em equipe.
3. Promova o Bem-Estar
Peça aos colaboradores mais velhos para compartilhar suas estratégias práticas de equilíbrio e gestão de estresse, estabelecendo normas mais saudáveis em todas as equipes.
4. Inclusão Sob Medida
Vá além de políticas genéricas que acabam marginalizando os trabalhadores mais velhos. Use suas forças em mentoria, desenvolvimento e planejamento de sucessão.
Não subestime sua força de trabalho mais experiente. Ao posicionar os colaboradores mais velhos como uma fonte de conexão em vez de um problema a ser resolvido, o RH pode destravar o engajamento e a resiliência em toda a força de trabalho. A conexão deles é um dos seus ativos mais fortes na luta contra a motivação em baixa — e, com o apoio certo, pode inspirar, mentorar e fortalecer o engajamento em toda a sua organização.
Por que a conexão importa para todos
Conexão é uma necessidade humana básica. Ela sustenta a performance, o engajamento e a retenção em todas as fases da carreira. Embora os colaboradores mais velhos possam senti-la com mais intensidade, os mais jovens precisam do seu apoio para construí-la.
É aí que a Thomas Connect pode ajudar. Combinando ciência comportamental e coaching de IA, ela ajuda seus colaboradores a colaborar de forma mais eficaz, impulsionando tanto a autoconsciência quanto as habilidades de comunicação. Incluído na plataforma, o Medidor de Conexão também ajuda gestores e líderes de RH a entender onde a conexão é forte, onde ela precisa de atenção, e como usar os colaboradores altamente conectados como modelos para uma mudança positiva.